Ouvi a seguinte declaração do jornalista Merval Pereira em entrevista após a posse na Academia Brasileira de Letras:
- O jornalismo faz a história do país, ajuda a registrar a história do país, a gente faz a história em tempo real.
Fiquei pensando no que ele quis dizer com esta declaração. Estudei recentemente na aula 9 do módulo 1 de Filosofia e Educação conceitos sobre A Construção Social do Conhecimento. Quero portanto analisar esta declaração não do ponto de vista da História(o que também cabe) mas do ponto de vista da Educação, o que também deve ser preocupação da ABL.
Não creio que o novo Imortal tenha sido feliz nessa declaração, pois o jornalismo não faz história, apenas informa, registra fatos e expressa opiniões. Mas é verdade que há poder no jornalismo, poder para influenciar, induzir, propor. Não só no jornalismo mas em outros poderes vigentes em nossa sociedade. A igreja, o comércio, a sociedade profissional, o sindicato, a política que envolve cada um destes poderes.
A soma destes poderes aponta para a expectativa da sociedade em que estamos inseridos. Até onde vai a capacidade de influência de cada um destes poderes em influir no caminho da construção da educação deste país? Qual caminho deve ser tomado pelo educador? Seguir a expectativa da sociedade ou apontar para uma educação autônoma? Será possível existir autonomia na educação?
As professoras de meus filhos menores dizem que têm que seguir o programa da escola (conteúdo programático) para ensinar (não educar) meus filhos, não podendo avançar de acordo com a capacidade deles. Vejo aqui um sistema fechado, que atende a conceitos arcáicos, de uma sociedade construtora de indivíduos incapazes, dependentes da mobilização da mídia televisiva, jornalística, ou similares para achar que têm uma opinião.
Quando Merval diz que o jornalismo faz a história, diz exatamente isto, que a verdade é o que vemos, ouvimos ou lemos nos veículos de comunicação. Não nos dá a oportunidade de duvidar da imprensa (ou de outro meio comunicador) e pesquisar a verdade por trás da informação, ou a sua completude, deixando de lado a parcialidade do que é visto.
Foucault estava certo, somos regidos pela interação entre os poderes vigentes da sociedade que nos cerca. Será que somos capazes de produzir um saber autônomo?
Tito
Alunos de Pedagogia UNIRIO MP 1102
Somos alunos do curso de Pedagogia da UNIRIO do Polo de Miguel Pereira, turma iniciada no segundo semestre de 2011.
sábado, 24 de setembro de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
Pedagogia Polo Miguel Pereira - Alunos
Caros colegas alunos de Pedagogia do Polo de Miguel Pereira da UNIRIO,
Este é nosso espaço de postagens e debates a respeito de nossas atividades, não copie o que aqui for postado em AD's ou qualquer outra atividade, seus trabalhos devem ser originais e fruto de pesquisas criteriosas. Que possamos, juntos, vencer as etapas que temos pela frente. Não será fácil, mas, de mãos dadas, chegaremos lá (na formatura!).
Um forte abraço,
Tito.
Este é nosso espaço de postagens e debates a respeito de nossas atividades, não copie o que aqui for postado em AD's ou qualquer outra atividade, seus trabalhos devem ser originais e fruto de pesquisas criteriosas. Que possamos, juntos, vencer as etapas que temos pela frente. Não será fácil, mas, de mãos dadas, chegaremos lá (na formatura!).
Um forte abraço,
Tito.
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